18/09/2019
Você já pensou em adquirir uma garrafa de vinho e, ao sair da loja, receber um guia interativo de toda a história da vinícola fabricante? Ou mais: uma ficha completa de cada etapa da elaboração do vinho, com informações detalhadas desde o cultivo até o engarrafamento, além de saber todas as etapas que aquela garrafa passou até chegar a sua mesa? Através da tecnologia blockchain, um código inserido no contra rótulo do vinho, o consumidor pode acessar – com a simples leitura do celular – toda a informação detalhada do processo de vinificação, conhecer os produtos utilizados ou o caminho que o lote fez, como é o caso da solução criada pela empresa italiana EY Wine. Você pode saber mais no link: https://www.youtube.com/watch?v=d3QGvjPYFAw. Além disso, muito dos problemas existentes na cadeia do vinho estão sendo resolvidos com o uso da mesma tecnologia, como os casos de falsificação ocorridos com um dos grandes vinhos franceses, o Château Lafite-Rothschild. Agora, o consumidor pode verificar se a garrafa e lote são de fato verdadeiros para ter segurança de que não levará gato por lebre. Outra questão que tem chamado a atenção é a popularidade dos pagamentos digitais, uma forma de facilitar o processo de compra para aproximação entre consumidores e vinícolas. A Máximo Boschi, localizada na Serra Gaúcha, foi a primeira vinícola brasileira a trabalhar com pagamentos de criptomoedas, aceitando bitcoins na transação comercial.
Mas não pense que tecnologia no segmento vinícola é apenas para os meios digitais. A Indústria 4.0 também vem ganhando espaço para avanços na produção e melhorias na qualidade da uva e oferecendo rapidez na logística para toda cadeia do vinho. Para a redução de defensivos químicos, com a utilização do TPC - Thermal Pest Control, as vinícolas utilizam um fluxo de ar quente para proteção das videiras diminuindo a utilização de até 75% dos agrotóxicos da flor à fruta, ou seja, mais tecnologia e menos venenos em nossos vinhos. Hoje o grande desafio é popularizar o consumo do vinho para conseguir aumentar a média de litros anual dos brasileiros que é de aproximadamente duas garrafas por pessoa, ainda muito longe do campeão de consumo, Portugal, com suas 58 garrafas anuais. Se queremos aumentar o consumo e popularizar o contato com o vinho, temos que estar abertos a novos entrantes tecnológicos que possam aproximar a indústria com novos apreciadores para toda a cadeia do vinho, e que possam auxiliar na desmistificação dessa bebida milenar. E para democratizar esse consumo, lembre-se: para o vinho, use a tecnologia sem moderação.